BELO HORIZONTE (MG) – No último sábado, 9 de maio, formandos da etapa do Aspirantado de diversas ordens e congregações se reuniram na Casa de Retiro das Irmãs Franciscanas Alcantarinas, em Belo Horizonte, para o 2º Encontro do Aspirinter do ano de 2026. O evento teve como eixo central a dimensão espiritual na Vida Religiosa Consagrada (VRC), convidando os participantes a refletirem sobre a centralidade de Jesus Cristo na caminhada formativa.

Inspirados pela pergunta evangélica “O que procurais?” (Jo 1,38), os formandos mergulharam no significado da “busca” no aspirantado. A assessora Irmã Ivanir Gomes, da Congregação das Irmãs Clementinas de Bérgamo, ressaltou a importância da intimidade com Deus: “Frisamos bastante a importância de buscar a Cristo na vida de oração. Sem vida espiritual, é impossível viver a vida religiosa”, pontuou.
O alicerce e a partilha da vida
Por se tratar dos primeiros anos de caminhada, o encontro mexe diretamente com as bases do chamado. Segundo o Padre Lauro da Silva Ferreira, formador da Sociedade de Maria (Padres Maristas), o Aspirinter aborda os pilares da fraternidade e da missão em sua essência, permitindo que os jovens se identifiquem com a vida consagrada e com os seus carismas.

Os frutos dessa experiência prática repercutiram no coração dos jovens. Fabiana, natural de Betim e aspirante das Irmãs de Jesus na Eucaristia na cidade de Pirapora (MG), definiu o dia como um refrigério: “Este encontro foi um bálsamo de espiritualidade e de aprendizado. Saio daqui com muita gratidão pela convivência e pelas partilhas nos grupos”.
Unidade na diversidade
Além do aprendizado teórico, o espaço da intercongregacionalidade foi apontado como um dos grandes diferenciais do encontro. Para Laura, gaúcha e formanda da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora (Irmãs Salesianas), o convívio ampliou seus horizontes: “Foi muito importante ver as semelhanças e diferenças entre os carismas e o quanto todos nós nos unimos a Cristo”.

Padre Lauro reforça que esse intercâmbio evita o isolamento institucional. “Nada é tão ruim quanto sonhar um sonho sozinho. Quando se partilha uma vocação, nos fortalecemos mutuamente”, conclui.
O encontro foi encerrado em clima de profunda comunhão e mística. Os aspirantes retornam para suas comunidades com o coração renovado e com o desejo de seguir aprofundando o discernimento vocacional a serviço do Reino.




